{"id":481,"date":"2025-03-08T18:29:11","date_gmt":"2025-03-08T21:29:11","guid":{"rendered":"https:\/\/oca.ufpa.br\/?p=481"},"modified":"2025-03-08T18:29:11","modified_gmt":"2025-03-08T21:29:11","slug":"critica-do-filme-makena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oca.ufpa.br\/?p=481","title":{"rendered":"Cr\u00edtica do Filme Makena"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Jean Guilherme Ramos Belo \/ <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"420\" height=\"196\" src=\"https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-44.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-482\" style=\"width:620px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-44.png 420w, https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-44-300x140.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo para aqueles que consomem religiosamente o cinema, sempre haver\u00e1 um g\u00eanero que n\u00e3o ser\u00e1 dos mais apreciados. Sendo criado com filmes de fic\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o da minha rela\u00e7\u00e3o com filmes experimentais. Dessa forma, a experi\u00eancia vendo \u201cMAKENA\u201d foi interessante e tamb\u00e9m desafiadora, como todo bom filme deve ser capaz de provocar ao espectador. O curta-metragem, dirigido e escrito por Arno Bukanowsky, \u00e9 uma v\u00eddeo-performance que poderia muito bem ser categorizada como um videoclipe. A tela inicial nos d\u00e1 a descri\u00e7\u00e3o dos eventos que ser\u00e3o encenados durante os 7 minutos: Trata-se da representa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de Makena, uma elefanta resgatada no Qu\u00eania, na s\u00e9tima semana de vida, sem m\u00e3e, possivelmente morta devido \u00e0 ca\u00e7a em busca do marfim. Em fase adulta, a \u00f3rf\u00e3 elefanta deu \u00e0 luz a um filhote chamada \u201cMumo\u201d que tamb\u00e9m faleceu. O filme ent\u00e3o retrata a jornada de Makena em 3 partes: A gravidez, o relacionamento com seu filhote e sua perda, culminando no fat\u00eddico \u201cchoro de Makena\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira parte temos a performance de Rayssa Dandara como a protagonista. N\u00e3o h\u00e1 uma maquiagem elaborada, ou figurino que busque aproximar a atriz do que imaginamos ser um elefante. Em vez disso, o diretor foca exclusivamente no car\u00e1ter perform\u00e1tico do corpo. Com movimentos fortes e bem marcados se intercalando com planos detalhes de m\u00e3os quase simulando a tromba do animal, a atriz \u00e9 bem precisa em transmitir tanto a felicidade da personagem, como a dor do parto. Diante do \u201cminimalismo\u201d, a edi\u00e7\u00e3o e montagem s\u00e3o bem inventivas para retratar o nascimento de Mumo, interpretada por Michele Aguiar. Ent\u00e3o, somos apresentados \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e filha; os planos detalhes come\u00e7am a ganhar mais espa\u00e7o e os \u201cclose-up\u201d das duas atrizes surgem. H\u00e1 uma forte sensa\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o entre as duas, principalmente de felicidade, pontuada pela fotografia realizada pelo tamb\u00e9m diretor. Nesse segmento, no entanto, as express\u00f5es faciais das atrizes n\u00e3o conseguem se igualar em qualidade aos movimentos do corpo, prejudicando bastante a cena de morte de Mumo; ambas as atrizes n\u00e3o atingem o n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio para transmitir a dor da perda. O terceiro ato lida com a dor do luto. A fotografia, t\u00e3o otimista nos dos primeiros atos, agora busca no preto e branco o pessimismo. A trilha sonora envolvente abandona o curta, uma nova surge, embora gen\u00e9rica, eficiente em transmitir a dor. Nesse momento, temos as imagens mais on\u00edricas at\u00e9 ent\u00e3o; realmente podemos afirmar que a vida de Makena se tornou um pesadelo. A atua\u00e7\u00e3o cresce exponencialmente; a express\u00e3o de tristeza da protagonista contrasta perfeitamente com o significado de seu nome na l\u00edngua Kikuyu, feliz. O choro de Makena \u00e9 bastante doloroso de se assistir. Os dois \u00faltimos planos s\u00e3o extremamente simb\u00f3licos: em primeiro plano a protagonista em volta da melancolia e ao fundo uma figura desconhecida. Seria sua m\u00e3e ou Mumo? Independentemente, o plano posterior retrata Makena sozinha no mundo mais uma vez. Ao final, somos lembrados do trabalho desenvolvido pela \u201cSheldrick WildLife Trust\u201d em proteger as esp\u00e9cies no Qu\u00eania e uma imagem real de Makena e Mumo. Em resumo, em aproximadamente 7 minutos, Makena \u00e9 uma jornada bem executada; partindo da felicidade at\u00e9 a afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jean Guilherme Ramos Belo \/ Mesmo para aqueles que consomem religiosamente o cinema, sempre haver\u00e1 um g\u00eanero que n\u00e3o ser\u00e1 dos mais apreciados. Sendo criado com filmes de fic\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o da minha rela\u00e7\u00e3o com filmes experimentais. 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