{"id":547,"date":"2025-03-08T18:54:22","date_gmt":"2025-03-08T21:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/oca.ufpa.br\/?p=547"},"modified":"2025-03-08T18:55:37","modified_gmt":"2025-03-08T21:55:37","slug":"critica-do-curta-midriase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oca.ufpa.br\/?p=547","title":{"rendered":"Cr\u00edtica do Filme Midr\u00edase"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Sara Ribeiro Lima \/ <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"393\" height=\"295\" src=\"https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-66.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-548\" style=\"width:620px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-66.png 393w, https:\/\/oca.ufpa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-66-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira pergunta que se faz ao assistir ao experimental \u201cMidr\u00edase\u201d, de Eduardo Monteiro (UNESPAR), na realidade, \u00e9: o que significa midr\u00edase? A resposta \u00e9 simples, segundo o Google, midr\u00edase \u00e9 a dilata\u00e7\u00e3o da pupila, podendo ter causas fisiol\u00f3gicas, patol\u00f3gicas ou terap\u00eauticas. O filme nos remete, em diversos momentos, a isso. Fica evidente depois de se descobrir a resposta. Inclusive, temos imagens da cl\u00e1ssica casinha que, aqueles que fazem exame de vista de tempos em tempos, conhecem bem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o filme desperta mais do que uma mem\u00f3ria sobre exames de vista. Toda a constru\u00e7\u00e3o quase passa uma ideia de narrativa, nos levando a uma sensa\u00e7\u00e3o de aprofundamento conforme as imagens se desenrolam. Iniciamos com uma ma\u00e7\u00e3, que se torna uma caixinha em formato de cora\u00e7\u00e3o que se torna o personagem principal. Acompanhamos mais algumas imagens dotadas de uma dire\u00e7\u00e3o de arte e fotografia bel\u00edssimas, que, atrav\u00e9s da cores, ilumina\u00e7\u00e3o e tem\u00e1ticas, remetem a pinturas metaf\u00edsicas; transitam entre uma explos\u00e3o de cores em um cen\u00e1rio surrealista a uma escurid\u00e3o em volta de tudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel sentir a evolu\u00e7\u00e3o dos fatos, apesar de n\u00e3o termos uma narrativa delineada; o filme finaliza com a mesma caixa em formato de cora\u00e7\u00e3o sendo resgatado. Destaque, aqui, para a montagem; temos um ser humano sendo \u201cplantado\u201d e flores pegando fogo. Temos velas sendo sopradas e uma vela em formato de cama, derretendo. H\u00e1 um fio que amarra os fatos. \u00c9, certamente, artisticamente bonito de se ver e nos captura numa tentativa de entender qual a mensagem, se \u00e9 que h\u00e1 uma mensagem, ou qual a linha condutora do filme.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez, como o maior destaque do filme s\u00e3o as imagens, haja um excesso. Com certeza n\u00e3o \u00e9 pesaroso encarar cenas bonitas durante um tempo, mas mais de sete minutos de momentos \u00e0s vezes repetitivos talvez pudessem ser reduzidos, a fim de melhorar a experi\u00eancia toda. Afinal, apesar das cores e cenas bonitas, n\u00e3o h\u00e1 uma grande explora\u00e7\u00e3o de \u00e2ngulos, transi\u00e7\u00f5es, tampouco um apelo sonoro muito significativo. A trilha sonora, acompanhada de poucos efeitos, apesar de, de certa forma, adequada, n\u00e3o prende e n\u00e3o ganha grande aten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, Midr\u00edase provavelmente alcan\u00e7a o que se prop\u00f5e a fazer: imergir o espectador em seus \u201cquadros\u201d. Suas imagens s\u00e3o com pinturas e suas pinturas contam uma hist\u00f3ria; uma hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 clara, deixa margens para diversas interpreta\u00e7\u00f5es mas, qual pintura n\u00e3o tem essas mesmas caracter\u00edsticas? Certamente a experimenta\u00e7\u00e3o na fotografia e na arte podem ser aproveitadas, adaptadas e incrementadas de outros cuidados em projetos futuros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sara Ribeiro Lima \/ A primeira pergunta que se faz ao assistir ao experimental \u201cMidr\u00edase\u201d, de Eduardo Monteiro (UNESPAR), na realidade, \u00e9: o que significa midr\u00edase? 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